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Quando a leitura encontra o povo, ela cria raízes
Um relato de Guga Bezerra, arte-educador do Ler Pra Ser, sobre as visitas aos territórios e as experiências vividas nas oficinas do projeto Contação de Histórias para crianças do Projeto Ler pra Ser. Nos territórios, a literatura como presença Durante as visitas aos territórios participantes do projeto Ler Pra Ser – Caixa de Histórias, fui percebendo que os livros ocupavam lugares muito mais que as próprias caixas que os guardavam. Em cada espaço visitado, a literatura pareci


Em Vicência, uma caixa cria raízes e pede estrada
Em Vicência, a Caixa de Histórias permanece na Biblioteca Pública Municipal Estefânia Carneiro da Cunha e aponta para o desejo de ampliar a leitura de forma itinerante Vicência é uma cidade que guarda marcas da cultura do açúcar, dos engenhos e de experiências comunitárias ligadas à preservação da memória local. O Engenho Poço Comprido, por exemplo, é apresentado pela Prefeitura de Vicência como um espaço onde visitantes têm contato com informações sobre a cultura do açúcar,


Limoeiro: terra onde a literatura encontrou outras formas de circular
No Centro de Criação Galpão das Artes, a Caixa de Histórias não ficou parada: ajudou a impulsionar projetos, encontros e novas experiências de formação leitora Em Limoeiro, a leitura parece ter encontrado um lugar onde já havia movimento. A cidade, localizada no Agreste pernambucano, tem uma vida cultural que não se limita aos equipamentos formais. Ela aparece nos grupos, nos projetos sociais, nas escolas, nas iniciativas independentes e nos espaços que compreendem a cultura


Uma biblioteca em movimento na Mata Sul
Em Palmares, a Caixa de Histórias se mantém vinculada à Biblioteca Pública Municipal Prof. Fenelon Barreto e aponta para o desejo de levar livros a outros espaços da cidade Em Palmares, a imagem que ficou da Caixa de Histórias é simples e poderosa: uma biblioteca em movimento. A expressão apareceu nas respostas do levantamento realizado durante o retorno do Ler pra Ser ao município e resume bem o que o projeto pode representar quando encontra uma biblioteca pública disposta a


A caixa que abriu portas para a literatura
Em Joaquim Nabuco, a Caixa de Histórias ganha força em uma escola particular e revela a importância de criar pontos de acesso ao livro em cidades pequenas Há cidades onde o acesso ao livro depende de poucos espaços. Às vezes, de uma biblioteca escolar. Às vezes, de uma professora que insiste. Às vezes, de uma ação cultural que chega e deixa uma pequena estrutura capaz de permanecer depois que o projeto vai embora. Em Joaquim Nabuco, a Caixa de Histórias aparece justamente com


Uma caixa que encontrou novos caminhos na terra do forró
Em Caruaru, a Caixa de Histórias saiu do Alto do Moura e hoje está vinculada ao Boi Tira-Teima, revelando os caminhos possíveis entre literatura, cultura popular e memória comunitária Caruaru é uma cidade acostumada a transformar matéria em narrativa. No barro do Alto do Moura, nas feiras, nos mestres, nos bois, nas danças e nos modos de fazer que atravessam gerações, a cidade aprendeu a contar sua própria história com as mãos, com o corpo e com a festa. Foi nesse território


Camaragibe: Onde a leitura encontra a memória da comunidade
Em Camaragibe, a Caixa de Histórias permanece viva no Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo, entre livros, escutas e narrativas que ajudam a comunidade a reconhecer a própria história Há histórias que chegam pelos livros. Outras que já estão ali, guardadas no modo como uma comunidade é capaz de lembrar de si mesma, nas conversas entre vizinhos, nas experiências das mulheres, nas brincadeiras das crianças, nas memórias que passam de boca em boca antes mesmo de virarem texto.


A caixa que guarda livros, oralidade e memória quilombola
No Quilombo Chã dos Negros, em Passira, a Caixa de Histórias aproxima leitura, identidade negra e memória local em uma comunidade marcada pela força da tradição oral Mesmo antes de um livro ser aberto, já tem história que pode estar sendo contada. No Quilombo Chã dos Negros, em Passira, as histórias vivem na oralidade, nos saberes transmitidos entre gerações, na memória das famílias, nas manifestações culturais, nas lembranças do território e nas formas como a comunidade afir


Uma caixa de histórias que caminha com a força da cultura popular
Em Nazaré da Mata, a Caixa de Histórias encontrou na Associação das Mulheres de Nazaré da Mata um território fértil para circular, emprestar livros e formar leitores. Em Nazaré da Mata, a cultura costuma anunciar sua presença antes mesmo de ser explicada. Ela aparece no som dos maracatus, nas golas coloridas, nos caboclos de lança, nas ruas que guardam uma das expressões mais fortes da Zona da Mata Norte. A cidade é referência para o maracatu rural e para o baque solto, manif


Ler pra Ser volta aos territórios para escutar o que a leitura deixou pelo caminho
Com incentivo do Funcultura/PE, projeto da Liga Criativa revisitou oito cidades pernambucanas para documentar a permanência das Caixas de Histórias, ouvir comunidades e registrar os caminhos abertos pelo acesso ao livro Dez anos depois de começar a espalhar livros, histórias e encontros por Pernambuco, o projeto Ler pra Ser voltou a alguns dos lugares por onde já passou. Não para repetir o mesmo gesto, nem apenas para celebrar uma trajetória. Voltou para escutar. Entre bibli


Inspiração: Conheça iniciativas que fazem a literatura pulsar em Pernambuco.
Em cada bairro, rua ou comunidade de Pernambuco, existe alguém que faz a diferença pela leitura. Pode ser aquela professora apaixonada, o vizinho que conta histórias, a senhora que empresta livros ou a biblioteca que resiste em meio às dificuldades. A Revista Inspiração é um retrato afetivo e potente dessas ações que fazem a literatura pulsar. Nesta edição, registramos 12 iniciativas educativas nas cidades de Limoeiro, Olinda, Palmares e Santa Maria da Boa Vista, representand


Mais uma edição: experiências de leitura em Caruaru e Vicência.
A segunda edição da nossa Revista Inspiração, do projeto Ler pra Ser, chega com novos encontros e muitas páginas de afeto, resistência e partilha. Dessa vez, percorremos os municípios de Caruaru e Vicência, conhecendo de perto quem faz da leitura um ato de cuidado com o outro e com o território. Entre bibliotecas, clubes de leitura, ações comunitárias e histórias de vida que emocionam, essa revista reúne experiências de pessoas que escrevem diariamente um capítulo de transfor
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